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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Neodarwinismo - Teoria sintética da evolução

A explicação para a evolução biológica apresentada por Darwin apresentava alguns pontos frágeis, pois ele não esclareceu quais eram os mecanismos responsáveis pelas variações verificadas nas espécies e como essas variações eram transmitidas à descendência.
O desenvolvimento dos conhecimentos sobre genética permitiu reinterpretar a teoria da evolução de Darwin. Construiu-se uma visão unificadora entre o darwinismo e os dados da genética, aparecendo a Teoria sintética da evolução ou Neodarwinismo, que tem como ideias principais: a variabilidade genética e selecção natural.
A diversidade tem como fonte primária a ocorrência de mutações e a recombinação genética.
  • Mutações – as alterações hereditárias podem levar ao aparecimento de características novas e favoráveis, permitindo aos seus portadores viver mais tempo ou reproduzir-se mais. As mutações são a fonte primária de variabilidade genética, pois introduz novos genes ou alterações nos genes existentes conduzindo ao aparecimento de novas características nos indivíduos.

  • Recombinação genética – a fonte mais próxima de diversidade nas populações é a recombinação genética que ocorre através da reprodução sexuada, no fenómeno da meiose. A fecundação é um processo que também aumenta a variabilidade genética dos indivíduos.

A unidade evolutiva é a população, isto é, um conjunto de indivíduos da mesma espécie que vive num determinado local e ao mesmo tempo.

Numa população, quanto maior for a diversidade, maior será a probabilidade de ela se adaptar a mudanças que ocorram no meio, pois entre esta diversidade, podem aparecer indivíduos portadores de conjuntos génicos que sejam favorecidos pela selecção natural. A selecção natural não actua sobre genes ou características genéticas de forma isolada, mas sim na globalidade dos indivíduos.

Define-se fundo genético como o conjunto de todos os genes presentes numa população num dado momento.

Actualmente, define-se evolução como uma mudança no fundo genético das populações. Em cada fundo genético a frequência dos genes pode variar, havendo genes mais frequentes do que outros.

Explicação segundo o Neodarwinismo para o pescoço longo das girafas:

Segundo os Neodarwinistas, na população de girafas existia variabilidade genética devido aos fenómenos de mutações e recombinação genética. Numa região onde o alimento só existia em árvores altas, as girafas com fenótipos mais aptos (pescoço longo) sobrevivem e reproduzem-se mais, enquanto as de fenótipo menos apto é progressivamente eliminada. As girafas de fenótipo mais apto ao reproduzirem-se mais transmitem as suas características contidas nos gâmetas aos seus descendentes, aumentando ao longo do tempo a frequência de girafas com fenótipo mais apto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Comparação entre Lamarckismo e Darwinismo

O lamarckismo e o darwinismo constituem duas explicações para a diversificação das espécies por processos evolutivos.
A imagem seguinte explica a morfologia actual do pescoço das girafas segundo Lamarck e segundo Darwin.
Segundo o lamarckismo, o meio cria necessidades que determinam mudanças na morfologia dos indivíduos que, pelo uso, se estabelecem, tornando-os mais bem adaptados e sendo transmitidas aos descendentes.
Segundo o darwinismo, entre os indivíduos de uma espécie existem variações. O meio exerce uma selecção natural que favorece os indivíduos que possuem as características mais apropriadas para um determinado ambiente e num determinado tempo, tornando-os mais aptos e eliminando gradualmente os restantes.

Teoria Darwinista

Darwin durante uma viagem recolheu dados (Geologia e Biogeografia) e fez observações que lhe permitiram propor a selecção natural como o mecanismo essencial que dirige a evolução.
De acordo com este processo, os seres vivos mais aptos sobrevivem e reproduzem-se espalhando na Natureza os caracteres mais favoráveis. Visto que o ambiente não possui os recursos necessários para a sobrevivência de todos os indivíduos, deverá ocorrer uma luta pela sobrevivência durante a qual serão eliminados os menos aptos.
A teoria de Darwin pode ser sistematizada em alguns princípios fundamentais:
  • Os seres vivos, mesmo os da mesma espécie, apresentam variabilidade intra-específica;
  • Em cada geração, alguns indivíduos são naturalmente eliminados, porque se estabelece entre eles uma "luta pela sobrevivência";
  • Sobrevivem os indivíduos que estiverem mais bem adaptados, isto é, os que possuírem as características que lhes conferem qualquer vantagem em relação aos restantes, que ao longo do tempo serão eliminados progressivamente - sobrevivência diferencial;
  • Os indivíduos mais bem adaptados vivem durante mais tempo e reproduzem-se mais, transmitindo as suas características à descendência, enquanto os menos adaptados deixam menos descendência - reprodução diferencial;
  • A acumulação das pequenas variações determina a transformação e o aparecimento de novas espécies.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Lamarckismo

Lamarck admitia uma progressão constante e gradual dos organismos mais simples para os mais complexos. Os seres vivos apresentavam modificações que dependiam do ambiente em que esses seres se desenvolviam. Segundo Lamarck, o ambiente era o principal agente responsável pela evolução dos seres vivos.
Lamarck apoiou-se em dois princípios fundamentais:
  • Lei do uso e do desuso - a necessidade que os seres vivos sentem de se adaptar a novas condições ambientais, resultantes de alterações do ambiente, conduz ao uso ou ao desuso contínuo de determinados órgãos, o que conduziria ao seu desenvolvimento (hipertrofia) ou à sua atrofia, respectivamente.
  • Lei da herança dos caracteres adquiridos - considerava que as transformações sofridas, provocadas pelo ambiente, quer pelo uso quer pelo desuso, eram transmitidas à descendência. Essas pequenas transformações, ao acumularem-se ao longo de gerações sucessivas, provocariam o aparecimento de novas espécies, funcionando como principal factor de evolução.

Esta teoria de Lamarck foi muito criticada porque:

  • admitia que a matéria viva teria uma "ambição natural" de se tornar melhor, de forma a que cada ser vivo seria impelido para um grau de desenvolvimento mais elevado;
  • a lei do uso e do desuso, embora válida para alguns órgãos, não explicava todas as modificações;
  • a lei da herança dos caracteres adquiridos não é válida, porque as adaptações somáticas não são transmitidas aos descendentes.